blog do(a) mayra.elespp

A Casa Inteira

Na agora simplória soleira da varanda externa do Casarão, Agda olhava para uma casa grande, séria, introvertida e marrom, com olhos pesados e baixos. Olhava com um desprezo, misturado com dor, arrependimento e culpa característicos, incomuns. Todo aquele lugar agora era só pra ela. E para que serviria uma casa de 27 quartos para uma pessoa que mal conseguia dormir? A casa inteira era revestida com papéis de parede de um roxo escuro, quase vinho, com vinhedos e listras do rodapé ao teto. Algo com muita sombra e, deveras, muita pompa, para tais tempos que Agda ainda poderia lembrar. E lembrava com tal êxito, com tal detalhamento.

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